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Promessas.


"Um mês inteiro, e aquela dor no peito ainda me incomodava, um buraco, a ausência de algo que fazia parte de mim desde que eu havia nascido um calor que eu já não sentia mais, a falta do meu pai havia afetado todo o meu estado emocional, meus sorrisos eram poucos mais não queria que alguém os percebe-se, principalmente minha mãe não poderia percebe o que estava acontecendo, ela já estava triste de mais com os problemas dela e saber que eu estava sem as minhas estruturas só iria piorar as coisas, então eu tentava ao máximo não demonstrar para as pessoas ao meu redor como eu estava.
 Um dia normal, como qualquer outro, minha mãe havia pedido para eu comprar alguns legumes para ela, eu estava já me arrumando, um pouco animado para sair, estava um belo sol e eu já estava ficando enferrujado dentro de casa, coloquei uma camisa branca e leve, nada que se deixa meu corpo desconfortável, coloquei o meu tênis como de costume, peguei o dinheiro e sai. Rua deserta, ninguém estava brincando naquele horário, provavelmente estariam todos almoçando com suas famílias, desci minha rua tranquilamente tentando tirar os pensamentos negativos da minha cabeça, funciono, até eu chegar à metade da minha rua. Um homem estava na esquina olhando diretamente para mim, cabelos um pouco grande até os ombros, uma camisa preta com uma estampa com escritas que eu nunca tinha visto na minha vida, uma calça branca com desenhos do lado que me lembravam tatuagens tribais, eu continuei andando como se não tive-se percebido que aquele homem me encarava sem parar, seus olhos eram negros, penetrantes, parecia que ele procurava algo na minha mente. A voz.
'Quem é ele?'
'Ninguém, ande logo, passe por ele rápido. '
'Me responde você esta me apavorando. '
'Faz o que eu estou mandando logo e parar de ser medroso, vai, rápido. '
Continuei a andar firmemente, tentando não demonstrar nenhum medo para aquele homem que me olhava continuamente procurando algo.
- Não pode fugir para sempre. - ele havia falando comigo, meu corpo congelara, subiu um arrepio pelo meu corpo inteiro, o medo tomou conta dos meus movimentos e me fez parar imediatamente, olhei fixamente para os olhos daquele homem sem conseguir desviar aquele olhar negro - Não tem para onde fugir, ou você acha que essas vidas vão poder te esconder de mim?
Aquele homem tinha um olhar sério, sua voz calma me deixava aterrorizado, mais do que ele falava? Estava falando realmente comigo?
- Já vi que não dominou o corpo ainda, talvez não leve muito tempo, será preciso que você tenha total controle dele, assim os seus serviços seriam muito mais bem feitos, alias, já decidiu de que lado lutar? Preciso de você vivo garoto, não quero mais ti ver morto, isso já me causou problemas de mais, e estou um pouco cansado de correr atrás de você, esta na hora de se juntar a mim para fazer alguns favores, não se preocupe, você será bem feliz, eu prometo, terá tudo que você desejar, dinheiro, fama, mulheres, até mesmo o pai desse garoto, que coisa ridícula esse amor em, nas outras vidas você foi melhor, você esta tão ridículo, chega até a ser engraçado assistir você tentando convencer esse garoto que tudo ficara bem, mais pode ficar bem mesmo, se você ficar comigo, aceita?
Meus olhos estavam fixos naquele rosto, que cada vez mais parecia tentar ler os meus pensamentos, como se estive apenas fortalecendo os seus poderes para ir mais fundo na minha mente. Algo no meu corpo fez minha cabeça responder negativamente, havia lhe dito não, e vi o seu rosto se enfurecer.
- Ótimo garoto mais está em uma guerra, se você não esta comigo, esta contra, eu vou tirar todas as pessoas que você amar, até você vir correndo para mim...
Não queria ouvir mais, corri com todas as minhas forças aquela rua, sem querer mais ficar ouvindo o que aquele homem dizia para mim já havia ouvido de mais, o medo já havia desaparecido e agora o a vontade de estar longe dele me tomava, como se estive fugindo da morte, já tinha pegado distancia o suficiente para poder descansar, só olhei para traz quando parei, ele não me seguiu.
'Agora me diz quem era ele? '
' O meu caçador, ele quem tirou todas as minhas vidas e esta esperando que eu me rendesse, sim, aquele é o dono da maldade, quem vai terminar de destruir esse mundo. '
' Tudo que ele disse era verdade? Por que ele quer você?  O que você tem?
' Tenho lembranças e informações preciosas garoto, sei de tudo que é preciso saber, vamos sair daqui, vá comprar o que sua mãe pediu e volte para casa, la eu lhe mostro como tudo começou. '
  Imediatamente retomei o meu caminho, agora andando rápido na intenção de não parar por nada, não queria mais encontrar um homem como aquele no meu caminho, nem hoje, nem o resto da minha vida. Comprei as coisas rapidamente e voltei para casa correndo, queria estar em segurança o mais rápido possível. Finalmente cheguei, uma paz tomou conta do meu corpo, um alivio total, entrei e deixei as coisas em cima da mesa para a minha mãe, também estava curioso para saber o que aquela voz tinha para me contar, como tudo começou.
'Diga a sua mãe que você vai se deitar um pouco, sua mente vai viajar para bem longe agora, farei você viver cada lembrança importante minha. '
'Ta. '
- Mãe vou me deitar um pouco, qualquer coisa me chama.
- Esta bem.
 Deitei-me na cama da minha mãe, havia mais espaço para meu corpo relaxar ali, estava me ajeitando quando tudo começou a apagar...

'Estava tudo escuro, não havia som algum, nada existia naquele lugar, apenas sabia que eu existia apenas isso... Algo me puxou, como se me tira-se do meu sono... Acordei... Era um aniversario, pessoas com enormes sorrisos cantando parabéns para alguém, todos olhavam para mim, havia 7 velas no meio do bolo, todas organizadas e acesas, iluminava o rosto das poucas pessoas que estavam ali... Olhando para mim... Estavam cantando para mim... Era o meu aniversario... Eu era o garoto... Senti tudo escurecendo... Apaguei.
 De volta para a escuridão, mais era uma escuridão diferente, eu conseguia pensar, sentir, respirar, eu estava vivo, pela primeira vez eu estava vivo, mais quem eu era? Não me lembro de ter nascido, não me lembro de ter vivido esses 7 anos, o que estava acontecendo?... Uma voz ao longe... Estava dizendo algo... Tentei me concentrar ao máximo para ouvir...

Bem vindo, deve estar se perguntando o que esta fazendo aqui, bom, será breve, esse foi um objetivo dado a você, você é uma alma condenada que esta recebendo uma segunda chance, você pode fazer coisas que outras almas não conseguem, agora você esta no corpo de um garoto de 7 anos e você ira aprender o que é necessário, ira ensinar o que for preciso para esse garoto e o ajudara a viver, caso você o faça bem feito poderá ser inocentado de todos os seus grandes erros, essa é uma promessa, não minha, mais sim de Deus. Boa noite.

Aquela voz explicou tudo, mais quais foram os meus grandes erros? Eu não me lembro de ter vivido alguma vez, o que aconteceu comigo? Foi como um flex, todas as lembranças e informações daquele garoto vêm na minha cabeça, a minha parte da cabeça dele, o inconsciente, agora era meu, faria como o meu objetivo...

Acordei... Ainda era de dia, o sol batia bem no meu rosto, me fazendo tampar os meus olhos.
'Assim eu comecei a viver e tudo o que você viu hoje, se repetiu em todas as vidas, principalmente aquele homem, mais meu corpo acabava morrendo por algum motivo, espero que não seja o mesmo com você, eles fizeram promessas, uma do próprio dono da morte e outra do dono da salvação, um prometeu matar a todos, o outro que nunca nos deixaria desistir, tenho que conseguir o meu perdão, então não eu, nem você iremos desistir dessa vida por nada, nem por ninguém, entendeu? '
'Sim. ' 

Isso dói...


"Já havia se passado uma semana e as coisas estavam começando a melhorar, eles já estavam se falando e aquilo me deixava mais tranqüilo. A família do meu pai não teve foto alguma para provar nada, e nem fez questão de explicar alguma coisa, tudo já estava bem claro para todos naquela família não queria o bem do meu pai e da minha mãe juntos, não conseguia entender bem o porquê, mais tinha certeza que para mim eles já não eram os melhores tios e tias que eu já tive.
 Tudo estava calmo, e apenas uma nova coisa apareceu na nossa vida, meu pai havia resolvido todo final de semana ir jogar bola com os amigos dele, para mim algo normal para um homem, para minha mãe era um motivo a mais para desconfiar do meu pai, eu achava desnecessário, até hoje.
'Tenho que lhe dizer algo garoto. '
'O quê?'
'Você vai ter que se mudar. '
'Por quê? Para onde? Como assim?'
'Seus pais vão se separar e você terão que sair daqui. '
'Eu não quero sair daqui, essa é a minha casa, eu tenho direito de escolher aonde eu quero ficar. '
'Tenha certeza que sair daqui será à melhor opção. '
'O que esta acontecendo? Explica-me. '
'Você em breve vai saber. '
'Eu não quero saber em breve, se você não vai me contar, por que me disse tudo isso? Para me deixar curioso? Para me preocupar?'
'Para você não ser pego de surpresa, coisa que seria desagradável demais. '
'E agora você acha que esta tudo bem?'
'Eu sei como tudo esta, eu estou dentro dessa mente teimosa que você tem, posso ver ouvir e sentir tudo, até mais do que você, por ser uma criança inocente e fraca demais para sobreviver sozinho. '
'EU SOBREVIVI 7 ANOS SEM VOCÊ, POSSO VIVER MUITO MAIS!'
'Pode é?'
'CONCERTEZA EU POSSO. '
'Idiota você de pensar isso, agora se cale e grave bem isso, sua mãe em breve vai ir à casa da amiga dela, você vai pedir para ficar em casa, você la só vai piorar as coisas e eu não poderei estar aonde ela vai, então fique aqui, seu pai ira chegar com uma cara não muito agradável, não tente gracinhas, fique na sua e apenas veja tudo acontecer.'
 Fiquei um poço assustado com a descrição do futuro que foi mi dada, tudo aconteceu como ele havia dito, minha mãe disse que sairia e perguntou se eu gostaria de ir junto, resolvi seguir o conselho daquela bendita voz e ficar em casa para ver no que tudo aquilo iria dar, ela saiu e depois de algum tempo meu pai chegou, com um olhar de quem tinha sofrido para chegar até em casa.
'O que está acontecendo?'
'Shiii, quieto garoto. '
 Meu pai foi tomar seu banho, depois de cerca de 20 minutos ele ainda não tinha saído, achei aquilo super estranho, pois nos seus banhos ele nunca passou de 5 minutos.
'Vou ver o que esta acontecendo. '
'Fica ai garoto e não ouse se mexer. '
 Aquela voz dessa vez estava diferente, de certa forma ela me deu medo, fez meus músculos pararem totalmente e eu senti um enorme frio subir pela minha coluna até os fios de cabelo na minha nuca, aquilo me fez tremer as bases, acabei preferindo ficar sentado no local onde estava se mexer àquela hora me parecia uma péssima idéia. Ouvi alguém chegar, era minha mãe, mas ela estava diferente, tinha uma tristeza enorme nos seus olhos que estavam cheios de lagrimas que pareciam estar presas la dentro, aquilo me deixou preocupado.
'O que esta acontecendo?'
'Vá para fora, se sente na escada la fora, observe sua rua, apenas faça isso, tape os ouvidos.'
'Por quê?'
'Faça e cala a boca. '
 Levantei-me e sai imediatamente, parecia que a conversa que aconteceria naquela casa, não era para os meus ouvidos, chegando ao corredor, dei uma enorme disparada até o portão do corredor, queria sair antes que ouvi-se algo, tinha medo do que eu poderia ouvir.
'Estou com medo. '
'Fico feliz por isso. '
'Feliz por eu estar com medo? Você é ruim. '
'Fique feliz por isso, pelo menos você nunca será enganado na sua vida. '
'Você vai ficar para sempre?'
'Até o final da sua vida. '
'Não acredito que tenho que ficar com essa voz para o resto da minha vida. '
'Pule de felicidade. '
 Quando fui perceber, já estava na escada da garagem de casa, não dava para ouvir a conversa de la, me sentei e abaixei a cabeça entre os meus joelhos e tampei meus ouvidos ao máximo que eu conseguir, apenas escutava meu coração bater como se estive-se na minha cabeça, em vez de estar no peito. Batia aceleradamente, fazendo eu sentir cada veia do meu corpo se mexer, fechei meus olhos o mais forte que conseguir, na tentativa de quando abri-los, tudo não ter passado de um simples sonho, quando eu abri me vi no mesmo local, senti alguém vindo atrás de mim, quando olhei vi meu pai com duas enormes bolsas que estavam pareciam cheias, havia tristeza no seu olhar, me levantei de imediato totalmente assustado com aquela cena, ele percebeu que eu havia me assustado e andou mais depressa na minha direção, chegando perto de mim a ponto de me dar um abraço apertado, não houve palavras algumas da parte dele, mais senti tudo que ele queria me passar, lagrimas escorreram rapidamente dos meus olhos fugindo totalmente do meu controle, senti uma dor que nunca tinha sentido antes no meio do meu peito, me faltava o ar, senti tudo rodar, fechei meus olhos na tentativa de não ver tudo rodar, senti ele me dando um beijo na testa, outras mãos me puxaram pela cintura, eram as mãos da minha mãe, ela me pois no seu colo e ouvi meu pai dizer com uma voz chorosa:
- Cuida bem dele, eu venho visita, precisar de alguma coisa me liga.
 Não ouvi a resposta da minha mãe, mais sei que ela soube responder apenas com o seu olhar. Meu pai seguiu para o carro, não queria ver a cena de ele ir embora, não agüentava mais ficar ali, aquela dor estava aumentando no meu peito, estava ficando mais difícil de respirar. Esforcei-me para sair do colo da minha mãe até que conseguir sai em disparada para dentro de casa, queria mais que tudo sair de perto daquela despedida, entrei pela cozinha e fui direto para o quarto deles, cai sobra cama e joguei tudo o que tinha em cima da cama sobre a minha cabeça, tentando abafar qualquer tipo de som que eu fize-se com meu intenso choro, sentia uma força descomunal passar pelo meu corpo e subir até a nuca, aquilo me fazia querer quebrar tudo que estava ao meu redor, meu peito queimava como se eu estive-se engolido um copo de água fervente, percebi que as lagrimas já haviam secado no meu rosto.
'Isso que você sente, se chama ódio garoto, isso pode doer mais será a sua melhor armadura para todos os problemas que iram vir, agora você precisa se controlar, parar de chorar. '
'E fazer o que mais? Eu acabo de ver meu pai ir embora... Para sempre, não sei o que fazer, não sei se tem algo que eu possa fazer. '
'Não tem mesmo, a única coisa que você pode fazer agora é se trancar no seu casulo fique em seu canto, não queria precisar de ninguém, você não precisa de ninguém, você tem a mim para lhe ajudar e tudo ficara bem, você vera. '
 Ja estava cansado daquela conversa, estava cansado daquele dia, queria me trancar em um mundo aonde não me existi ninguém, para eu poder soltar todos esses sentimentos que estavam me destruindo por dentro, gostaria que aquilo fosse apenas um pesadelo...”

Marca de nascença


"... Ela vinha furiosa, algo devia ter acontecido, não sabia se tentava ajudar como sempre fiz, ou se a deixava em paz.
'Apenas escute garoto, depois terá o seu momento de falar'
Estava um pouco nervoso de mais para tentar discutir com aquela voz, resolvi apenas ouvir tudo para saber o que estava acontecendo.
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ PREFERE ACREDITAR NESSAS MENTIRAS SOBRE MIM, COMO ISSO PODERIA TER ACONTECIDO SENDO QUE EU ESTAVA EM CASA? VOCÊ NÃO VE QUE SUA FAMILIA NÃO QUER AGENTE FELIZ? VOCÊ POR ACASO É CEGO PARA VER ISSO? - Gritava minha mãe enfurecida
- Eles até tiraram foto - respondeu meu pai ja um pouco mais calmo do que minha mãe
- ENTÃO PEÇA PARA ELES MOSTRAREM A FOTO, PORQUE ATÉ EU QUERO VER.
- Vou falar com eles para mi mostrarem a foto, vou ligar la agora. 
Vi meu pai caminhar lentamente para o telefone, enquanto minha mãe já estava com um copo d'água com açúcar na mão, eu nunca a tinha visto tão nervosa, não que eu me lembre. Tinha duvidas do que eu poderia fazer, eu poderia fazer alguma coisa para tudo melhorar?
'Não faça nada garoto, vou lhe contar o que houve, pelo menos poupa tempo e você para de ficar se perguntando coisas. A família do seu pai quer acabar com o casamento dos seus pais, pois na verdade eles nunca gostaram da sua mãe já que foi ela quem o tirou do mau caminho, coisa que eles não gostaram tanto, eles disseram ao seu pai que viram sua mãe entrando com um carro no motel com outra cara, la em São Miguel, mais não se preocupe que isso não passa de uma mentira mal contada, o dia que eles disseram que viram sua mãe, ela estava em casa com seu pai, então por enquanto não a o que temer, então você agora não fará nada a não ser ficar ouvindo, entendeu?'
'Entendi mais como você sabe de tudo isso?' 
'Sei de tudo o que eu quero saber, fácil saber o que as pessoas pensam'
'Como isso?'
'Depois te ensino, agora fique quieto, seu pai vai perceber a burrada agora'
Observei meu pai vim até a cozinha de cabeça baixa, com um rosto pensativo, como se tenta-se encaixar peças de um quebra-cabeça.
- Eles dizem que não tem a foto agora - disse meu pai amortecido
- Você não vê que eles estão mentindo? Até quando você vai esconder isso de você mesmo? - indagou minha mãe impaciente
Minha mãe não teve respostas, nem com palavras e nem com qualquer tipo de olhar, eu pude ver que ele estava triste, triste por ter causado aquela briga, triste por ter desconfiado de sua própria mulher, triste por saber que sua família não quer o mesmo que ele. Ele sem nenhuma palavra se retirou provavelmente ja tinha perdido todas as palavras e pensamentos possíveis para aquela discussão e precisava realmente ficar sozinho, e eu não fui o único que entendeu que ele precisava de um tempo para si mesmo.
- Vou à mãe do Rodrigo, fique quieto sem perturbar seu pai, o deixe sozinho.
Para mim aquilo foi mais que um pedido, foi uma ordem que eu não ousaria desobedecer.
'Você vê garoto, do que as pessoas nesse mundo são capazes?'
'Do que você ta falando?'
'As pessoas mentem e fazem tudo aquilo que é possível e impossível para conseguir o que quer, independente se deixara alguém triste ou feliz, o importante para eles, é a própria felicidade. '
'Nem todo mundo é assim. '
'Você por acaso já viveu mais de 3 vidas para conhecer as pessoas melhor do que eu?'
'Eu sei que elas não são todas assim. '
'A claro que não, acorda garoto, a família do seu pai que esta tentando destruir a vida de vocês e você diz que nem todo mundo é assim? Se uma família é capaz de fazer isso, imagine um estranho. '
'Eu não sou assim'
'Você nunca apanhou da vida como eu apanhei por isso você é tão bom com todo mundo'
'E estou sendo errado?'
'Na teoria não, na pratica esta!'
'Então como devo ser?'
'Não ame, para que você nunca tenha que escolher entre o ódio e o amor'
'É um pouco tarde para me pedir para que eu não sinta amor, eu amo minha família, amo meus pais, amo tudo aquilo que me faz bem'
'Então me diz o que você sente depois disso. '
Senti um frio subir por todo o meu corpo, dos pés até a nuca, aquele frio virou em um calor em questão de instante, foi como para perto de uma fogueira e sentir o calor do fogo queimar por dentro, imediatamente venho a imagem da minha família tramando contra meus pais tentando destruir tudo aquilo que me faz feliz.
'Você quer que destruam a sua felicidade?'
'NÃO'
'Então pare de ser idiota o suficiente para amá-los'
Senti uma raiva enorme, uma vontade intensa de acabar com todos aqueles que tentam fazer eu ou meus pais chorarem, aquela vontade crescia dentro de mim, senti minha respiração mais pesada, minhas mãos estavam tão fechadas que cheguei a pensar que ela começaria a sangrar a qualquer momento.
'Agora se acalme, guarde tudo isso dentro de você, segure essa raiva e não solte até que eu diga para você soltar, vai chegar o momento certo para tudo e quando o momento chegar, você ficara feliz por ter-me escutado'
Tentei respirar devagar e desviar aquela imagem da família do meu pai tentando destruir tudo, foi difícil afastar tudo aquilo da minha cabeça, não foi tão difícil, era só imaginar as coisas boas pelo qual eu já havia vivido com meus pais, e aquilo para mim era magnífico, um passado cujo qual eu jamais queria esquecer. Mais infelizmente agora eu tinha essa marca em mim, acho que será difícil esquecer esse dia, o dia em que aquela voz me disse para sentir ódio, antes que acabe a minha felicidade."

 "Parecia que tinha levado uma surra, o corpo inteiro doía, eu mal queria abrir os olhos, mais senti que tinha algo estranho, eu não estava na minha cama, pelo menos não deitado, resolvi abrir os olhos para saber aonde eu fui para antes de ter sido derrubado por uma voz misteriosa, percebi que ainda estava na minha cama, porem estava sentado de costas para a parede. Não me lembro de ter sentado e muito menos ter dormido daquela forma, será aquela voz ter feito isso comigo? Eu não estava sonhando? Parecia muito real, ou talvez tenha sido apenas um sonho mesmo...
'Gostei de você me achar um sonho, para muitos seres eu sou mesmo'
'Você é real mesmo? Não foi um sonho? Não estou sonhando agora?'
'Se belisca ai, dizem que funciona'
'Não sou burro'
'É o suficiente para não conseguir ver o que é real e um sonho'
'La vem você com querendo se sentir o mais inteligente do mundo'
'Ainda chego la, mais para que vou querer ser o mais inteligente? Isso não tem graça'
'E o que tem graça para você?'
'Viver'
'Em corpos dos outros?'
Foi um momento estranho, não obtive resposta, foi como ter parado de pensar, será que aquilo tinha sumido?
' Você ainda esta ai?
'Estou... '
'Não me respondeu por quê?'
'Porque assim como você, respondo o que eu quero na hora que me der vontade'
'Acordo de mau humor?'
'Eu não durmo'
'Não? Como isso?'
'Estou no seu subconsciente, desde quando seu subconsciente dorme?'
'Dessa eu não sabia'
'Você não sabe de muita coisa, vamos parar de conversa, hoje você vai aprender o que é ódio e também ira aprender como controlá-lo e como isso o fará bem'
'Eu sei o que é ódio, e não estou a fim de ter lições com isso'
'Você nem tem noção do que é odiar alguém no fundo da alma garoto, ou você aprende comigo, ou você morre antes de pensar nisso novamente'
'E você conhece tão bem assim o ódio?'
'Já senti queimar cada parte da minha alma'
Alguém estava gritando la fora, parecia minha mãe, gritava com raiva do meu pai e eu não queria estar no caminho quando ela chega-se..."

PJ part.2

Continuação...

"Estava tudo escuro, estava me perguntando onde estava só depois de conseguir acostumar a minha visão percebi que alguém havia colocado um coxão no chão e eu estava sobre ele, meu sono deve ter sido muito pesado para não perceber que alguém me carregou tanto, já estava silêncio na rua e em todos os lugares que eu posso-se ouvir...
'Ei garoto, para de ser medroso, não sou sua loucura, apenas o seu novo anjo'
'Aquilo' na minha cabeça mais uma vez venho falar comigo, cheguei a cair pro lado direto no chão que já estava super gelado...
'Meu Deus, quanta covardia para uma pessoa só, não consegue encarar nem seus próprios pensamentos, como você ousa pedir a minha presença aqui? Garoto fraco. '
SAIII DA MINHA CABEÇAAAA - na hora eu não percebi mais já havia gritado e parece ter acordado alguém, fiquei sem fazer nenhum movimento para que aquele grito não fosse imaginação dos meus pais, não queria sofrer uma dúzia de perguntas naquela hora da noite, ainda mais sabendo que as perguntas nem eu saberíamos responder.
'Já dor miro garotinho. '
'Quem é você? ' - dessa vez resolvi pensar, parecia que era um modo mais seguro que ninguém me ouviu-se - 'O que você faz dentro da minha cabeça? Eu não sou covarde, covarde é você que invade a mente dos outros'
'Não fiz nenhuma invasão, você pediu para eu vim, eu cheguei e você não vai conseguir me tirar daqui, eu sou o seu pedido, sou digamos que seu anjo-guia. '
'Para que eu precisaria de um anjo-guia? Isso por acaso é alguma missão de Deus? '
'Talvez seja mais foi a ele que você pediu, não lembra mais? Escutei sua voz durante 7 anos, todos os aniversário o mesmo pedido...
pai me faça ser diferente de todos desse mundo
... Parabéns, ele te ouviu e agora estou aqui'
'A ótimo, agora eu tenho muita diferença, uma voz que fica dentro da minha cabeça, to loco pra conta para minha família, quem sabe eles não me interna em uma clinica psiquiátrica bem luxuosa'
'Você é muito apressado, com pressa você não vai parar em lugar algum, você não noto a diferença nos seus pensamentos? Não noto que coisas que você nunca viveu estão dentro de você?'
'Notei, e por acaso isso me fez diferente?'
'Claro que faz larga de ser burro'
'Falo Senhor Esperto, como essas coisas que eu nem sei o que são me fazem diferente?
'Isso na sua cabeça se chama lembranças, lembranças minhas das minhas variadas vidas'
'Ta, vamos aos poucos fazendo o favor, eer, lembranças de suas variadas vidas? Como isso?'
'Quando você vai perceber que não sou um humano como você? Alguns me consideram como um espírito, a diferença que eu posso fazer mais do que aqueles pobres fantasmas que não sabem de nada'
'Isso é uma possessão? Quantos iguais a mim você já possuiu?
'O meu Deus, possessão é quando um espírito invade um corpo, e eu não invadi o seu, você que me convido e já se foram 3 vidas tirando a sua'
'Uau, todos fizeram o mesmo pedido?'
'De formas diferentes, mais todos precisavam de mim'
'E quantos anos você já tem?'
'No submundo já perdi as contas, nesse corpo eu acho que tenho na casa dos 19 anos ou menos, não me adaptei ainda, eii, acabo o interrogatório, vai dormir antes que amanheça, tenho mais algumas coisas para lhe explicar de manhã'
'Estou sem sono'
'Ti ajudo já... '



Foi como se eu tive-se tomado algum tipo de droga, senti meus olhos fechando cada vez mais rápido como se estivessem sendo empurrados, tentei abri-los quando eu...

PJ part.1




Essa postagem vai falar um pouco de como o conheci, como o descobri...

O sol estava queimando, muito, observando a rua, via o calor dar a impressão que o chão se mexia, gostava de ver aquilo, me lembra o deserto mesmo eu nunca estando La... Ficava horas observando crianças e jovens brincando e se divertindo, nunca tive tanta curiosidade de estar La com eles, não gostava da rua e até hoje não sei por que...
Já tinha me cansado de ficar ali, olhando para o nada e resolvi deitar, amava deitar no chão gelado, me refrescava tanto ainda mais naquele calor... Eu não esperava, então venho forte, como um grito dentro da minha cabeça, pensei que o grito era de alguém que estava perto de mim, me levantei rapidamente para poder verificar se encontrava alguém e apenas vi a casa vazia no seu silencio absoluto, fiquei um pouco assustado e fui até os outros cômodos verificar e mais uma vez vi a casa vazia, voltei para o quarto para me deitar novamente e foi quando eu ouvi mais uma vez, dessa vez mais intensa e dessa vez percebi que venho de dentro da minha cabeça, aquela voz me chamava, era uma voz de um cara na faixa dos 17 anos, séria, dava a impressão de ser severa, má... Fiquei totalmente paralisado sem saber o que fazer como responder e será que devia responder? O medo já havia tomado conta totalmente de mim quando foi perceber que tinha alguém chegando, fingi não ter ouvido nada e me deite novamente, era a minha mãe que havia entrado apenas para dar uma olhada como eu estava, pensava ela que eu estava bem, mais estava longe de estar bem, aquilo me deixou pensando durante horas e o medo de acontecer novamente ficava cada vez maior, resolvi dormi antes que acontece-se novamente..."


essa parte ainda continua...



O Inicio

...Foi um pouco difícil, não gostava tanto da idéia, mas conseguirão me convencer... Um diário, algo magiko, não mágico de truques, mais sim magiko (Magika = "A arte de causar mudanças no inconsciente através da vontade").
Sempre mudei a vida de tantas pessoas, tenho medo até, saber que a minha opinião em uma coisa, pode mudar destinos... Para sempre.
Resolvi escrever aqui tudo aquilo que é necessário saber... O meu livro... O meu diário... Magiko.


Mi lembro como se fosse hoje, a cada aniversário o mesmo pedido, o mesmo desejo, um desejo que nunca vi uma criança ter, mais eu sabia que eu queria aquilo mais do que tudo na minha vida, estava cansado de sempre viver o mesmo dia, sempre...
... Tinha 7 anos quando vi tudo começar, foi estranho, mais começou... Foi como se estive-se dormindo a anos e desperta-se, um monte de coisas que eu nunca tinha vivido venho na minha mente, uma vida inteira... Comecei a saber mais do que sabia de costume, mais do que uma criança saberia, descobri sentimentos e maldades do mundo tão rápido quanto alguém um dia poderia imaginar, no começo me assustei, mais gostei...saber mais do que qualquer uma criança saberia, era meu desejo realizado...o que eu sempre tinha pedido nos meus aniversários... sempre pedi para ser diferente de todos de algum modo, pedia para que Deus não me deixa-se cair no mesmo rumo que todos...
... Depois de muito tempo, descobri o que estava acontecendo comigo, tinha algo comigo, dentro da minha mente, um 'conselheiro', que nunca deixava eu cair e sofrer que sempre me transformava melhor no que eu quiser-se, algo que não venho do nada... naquele dia... conheci o PJ! A cópia malvada da perfeição, pois por saber de tudo nesse mundo, sabia que a bondade é para poucos e ela não era para 'nós'."


Hoje não me orgulho do que sou, quer saber por quê? Tente descobrir.

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